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Câncer de próstata: Doença atinge mais de 500 maranhenses

O mês de novembro reforça os cuidados com a saúde dos homens, em especial sobre a prevenção do câncer de próstata e de pênis

08/11/2021 às 08h21
Por: Valber Alves Fonte: Patrícia Cunha
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A estimativa do Ministério da Saúde é de o câncer de próstata chegue a 62,95 novos casos a cada 100 mil homens nos próximos três anos. No Maranhão, os números de internações por câncer de próstata e pênis no ano de 2021 são, respectivamente, 555 e 73. O câncer de próstata é a neoplasia sólida mais comum e a segunda maior causa de óbito oncológico no sexo masculino.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, em 2020 foram registrados 16 casos de câncer de pênis com tratamento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Maranhão. Em 2019, foram 41 registros. Já com relação aos casos de câncer de próstata, foram 221 registros. Em todo o ano de 2019 foram 851 casos registrados.

Embora com esse agravante, um dos entraves para o diagnóstico precoce ainda é o preconceito com o exame. No mês de novembro, conhecido mundialmente como o mês da conscientização à prevenção do câncer de próstata, o Novembro Azul chama a atenção do público masculino para a prevenção e tratamento dessa doença.

Ontem, o Governo do Estado iniciou a Campanha Novembro Azul na Policlínica Diamante, oferecendo o exame Antígeno Prostático Específico (PSA) para diagnóstico do câncer de próstata para um público-alvo correspondente a homens de 45 anos com casos confirmados de câncer de próstata na família e de 50 anos ou mais que precisem fazer o exame preventivo de rotina. As ações da Campanha acontecem simultaneamente em todas as unidades da rede estadual de saúde, com ampliação ao acesso a exames e às consultas especializadas em prevenção ao câncer.

Se você perguntar em um círculo de pessoas do sexo masculino com idades a partir de 45 se eles já fizeram exame de próstata ou quando pretendem fazê-lo, talvez as respostas sejam Não e Nunca. Fizemos essa pergunta a um total de 10 homens. Apenas 1 havia feito e 2 deles responderam que pensavam fazê-lo a curto prazo, embora todos tenham reconhecido a importância.

Ricardo Melo de Jesus, de 47 anos, disse que fez porque já teve caso na família. “E não pretendo que essa história se repita. Os homens têm que parar com preconceito porque a vida saudável vale mais”, disse. Cláudio José Santos, de 49 anos, disse que um dia vai fazer, e que a esposa sempre conversa com ele a respeito. “Um dia eu vou fazer. Sei que vou”, limitou-se a responder.

O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens, e é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são: dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência; presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Prevenção e tratamento

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida.

Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

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